A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

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Revista Rock Meeting Nº 68

Revista Rock Meeting Nº 45

Relato de um sonho - parte III

Foto: Mananciais de amor
          Era de tarde. Um lugar tão diferente do que já vi, mas que não parecia com nada que eu já estivesse estado antes. O lugar era uma pousada com requintes de praia, paredes brancas, entalhada com flores azuis nas paredes e pilastras, na sua maioria. Era o hall.                   
         Tinha bastante gente neste lugar, muitas delas desconhecidas para mim. A pousada tinha um “cheiro” de praia, mas não tinha mar por perto, nem areia de praia. Era dentro da cidade, mas não era uma metrópole, mas uma cidadela, daquelas do interior. Havia coqueiro por perto, muitas flores vermelhas... Adoro vermelho!
          A minha visão do lugar era vintage, amarelado, vai ver era por conta do sol poente.  
         As pessoas... Eram muitas, mas uma me chamou atenção. Era branco, cabelos longos e pretos, tinha barba. Sua fisionomia era bem familiar. Por sinal, ele estava cercado de mais gente que o conhece do que eu. Ali eu era a intrusa. 
       A noite estava chegando, denunciado pela cor do sol: tom alaranjado. As pessoas foram indo embora e rapidamente, mas aquele que eu estava olhando não partiu. 
      Com tantas distrações, ele conseguiu me levar para um lugar, onde só eu e ele pudéssemos ficar. O lugar tinha duas janelas. Uma a minha frente e a outra do meu lado direito. Nesta janela entrava toda a luz do sol poente, o que deixava o lugar todo iluminado e pude ver o que havia nele. O tal lugar era um quarto. Havia uma cama enorme: lençol branco com flores azuis, parecia bem aconchegante. Sobre a cabeceira ficava a janela que estava a minha frente quando entrei. 
           Tinha uma poltrona branca, as paredes eram brancas, havia muitas flores naturais e flores talhadas na parede em azul, como no hall. Só era quebrantado por conta da luz do fim de tarde vindo da janela na lateral. 
           Aquele momento era para contemplação total. Um olhava para o outro. A porta do quarto estava fechada, mas sempre vinha alguém bater e chamá-lo. Eu permaneci sentada na poltrona, de costas para a porta e de frente para a cama. 
         A noite caiu! O quarto era uma penumbra só, porém era quebrada com a luz que vinha da janela da frente, onde a cama ficava logo abaixo. Ele, então, chegou. Já estava sem camisa. Deitou sobre a cama. A luz que vinha da janela iluminava seu rosto e eu podia vê-lo, já ele não me via. 
           Entre carícias e afagos, momentos delirantes, no início de uma bela noite... Aquele desejo de que continuasse... Eis que acordo! Damn!! (risos)

Revista Rock Meeting Nº 43

Revista Rock Meeting Nº 39

Revista Rock Meeting #24


Revista Rock Meeting #23


Revista Rock Meeting nº 22

Sentimentos sazonais

Foto: blog Adegarcia

    Eu sempre me pergunto por que vivo sentimentos sazonais. Não entendo bem o que esses sentimentos querem de mim, mas só sei que consomem as minhas forças e quando acredito que o que sinto está sólido, ele se desmancha como um castelo de cartas. Basta um silêncio para que este sentimento ganhe força.
     Tento viver intensamente o tal sentimento ‘perveso’ no seu período ‘glorioso’, quando menos espero ele se foi e ficam as dúvidas. Tantos por quês sem respostas. Tantas desilusões vividas, mas parece que não aprendo esta lição... Já tentei deixar para lá, já busquei outros meios, superar o que foi ‘perdido’, porém não compreendo e acabo vivendo tudo de novo, pensando nas mesmas coisas e lamentando sempre, batendo na mesma tecla.
      Eu não sei até quando isso vai continuar, mas confesso que já estou muito cansada de viver coisas que não me trazem mais prazer. Muito embora, quando os vivo consigo me desligar completamente do passado para me iludir com o presente. Tantas coisas e poucas delas mudaram, algumas permaneceram e não vejo muita mudança. Apesar disso, por eu ser tão tola, e querer ‘viver intensamente’ cada instante, me faz apagar as dores e as desilusões.
     Após toda a tempestade de emoções, acordo para a realidade e me sinto usada. Sim, usada! É tão irritante me sentir deste jeito, tão descartável. Parece que sirvo apenas para um momento e ponto final. 
    Eu penso desta maneira, mas se não é deste jeito, por que eu só vejo esta possibilidade? Por que não há uma resposta sequer? Sabe de uma coisa, já estou farta! Não aguento, não suporto esta condição. Hoje tenho outros meios e, ainda bem, tem me sustentado. Ok, adeus ao que seja sazonal na minha vida. Cansei de ti. Ora é alegria intensa, ora é desconfiança. Que coisa! Não entendo, espero estar pensando errado para que eu não perca toda a magia do ‘novo’ e do ‘velho’ que sempre encanta.

Revista Rock Meeting Nº 21