A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

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Sentimentos renovados



Já se sentiu num tipo de “ostracismo” das emoções? Você condenou seus sentimentos e isolou para que não lhe causasse mais problemas. Já se sentiu assim?

Por muitos anos os meus próprios sentimentos estavam no mar do esquecimento, sem qualquer oportunidade de voltar ou ser resgatado por mim.

O engraçado é que sempre foi assim, desde muito nova que minhas emoções sempre estiveram em segundo plano, pois o bem-estar do outro valia muito mais para mim. Eu me esqueci, por completo.

Houve momentos que as portas foram abertas, porém já voltava por temer tanto o que ele poderia proporcionar, no entanto, a única hora que poderia ter desfrutado mais das emoções, o impacto foi tão forte que voltar para o seu refúgio foi o mais acertado diante das circunstâncias.

Foram longos anos lá, adormecido, sempre com a vontade remota de tirá-lo do seu “castigo”, mas sem sucesso. Era preciso passar mais tempo, buscar mais experiência e não ter medo quando ele, finalmente, pudesse sair do seu cativeiro.

Porém algo vem mudando. Aquele coração de gelo já não é mais o mesmo. Já pulsa mais forte e acelerado, na certeza de que um dia ele vai sair deste estado inerte que se encontra.

As mudanças estão acontecendo e toda aquela amarra que havia para manter o sentimento guardado está perdendo força, a razão já não pode mais controlar. Está realmente difícil de suportar.

Eu não sei que nome se dá a toda esta modificação, mas só consigo compreender que tudo o que vem acontecendo está me fazendo sorrir novamente. Não é sorrir por fora, é sorrir por dentro. Aquela alegria que não cabe dentro de si.

Verdadeiramente os sentimentos estão sendo renovados, resolveu acordar no seu tempo. E o que vou fazer? Impedir? Não, vou deixar acontecer. A razão já não exerce sua força contra a emoção.

Estou sendo guiada para um lugar que ainda não havia visto, estou sendo guiada para um lugar que nunca vivi. Estou sendo guiada por este sentimento renovado. Estou sendo guiada. É o bastante!

Relato de um sonho - parte III

Foto: Mananciais de amor
          Era de tarde. Um lugar tão diferente do que já vi, mas que não parecia com nada que eu já estivesse estado antes. O lugar era uma pousada com requintes de praia, paredes brancas, entalhada com flores azuis nas paredes e pilastras, na sua maioria. Era o hall.                   
         Tinha bastante gente neste lugar, muitas delas desconhecidas para mim. A pousada tinha um “cheiro” de praia, mas não tinha mar por perto, nem areia de praia. Era dentro da cidade, mas não era uma metrópole, mas uma cidadela, daquelas do interior. Havia coqueiro por perto, muitas flores vermelhas... Adoro vermelho!
          A minha visão do lugar era vintage, amarelado, vai ver era por conta do sol poente.  
         As pessoas... Eram muitas, mas uma me chamou atenção. Era branco, cabelos longos e pretos, tinha barba. Sua fisionomia era bem familiar. Por sinal, ele estava cercado de mais gente que o conhece do que eu. Ali eu era a intrusa. 
       A noite estava chegando, denunciado pela cor do sol: tom alaranjado. As pessoas foram indo embora e rapidamente, mas aquele que eu estava olhando não partiu. 
      Com tantas distrações, ele conseguiu me levar para um lugar, onde só eu e ele pudéssemos ficar. O lugar tinha duas janelas. Uma a minha frente e a outra do meu lado direito. Nesta janela entrava toda a luz do sol poente, o que deixava o lugar todo iluminado e pude ver o que havia nele. O tal lugar era um quarto. Havia uma cama enorme: lençol branco com flores azuis, parecia bem aconchegante. Sobre a cabeceira ficava a janela que estava a minha frente quando entrei. 
           Tinha uma poltrona branca, as paredes eram brancas, havia muitas flores naturais e flores talhadas na parede em azul, como no hall. Só era quebrantado por conta da luz do fim de tarde vindo da janela na lateral. 
           Aquele momento era para contemplação total. Um olhava para o outro. A porta do quarto estava fechada, mas sempre vinha alguém bater e chamá-lo. Eu permaneci sentada na poltrona, de costas para a porta e de frente para a cama. 
         A noite caiu! O quarto era uma penumbra só, porém era quebrada com a luz que vinha da janela da frente, onde a cama ficava logo abaixo. Ele, então, chegou. Já estava sem camisa. Deitou sobre a cama. A luz que vinha da janela iluminava seu rosto e eu podia vê-lo, já ele não me via. 
           Entre carícias e afagos, momentos delirantes, no início de uma bela noite... Aquele desejo de que continuasse... Eis que acordo! Damn!! (risos)