A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

Mostrando postagens com marcador dream. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dream. Mostrar todas as postagens

Rock Meeting Nº 76

Good bye


Uma vez pensei comigo mesma: poxa, será que tento novamente? Amigos mais íntimos me diziam o contrário. Outros me impulsionavam devido ao meu estado de espírito. Era como se estivesse começando tudo do zero. A diferença é que já sabia, ou não, o caminho.

Quando uma brecha se abriu, um mundo surgiu e infinitas possibilidades junto com ele. A chance de poder fazer tudo de novo de um modo diferente perpassava a mente. Tudo era mais nítido e parecia infalível. Uma técnica de explosão e medo, sim, medo. Medo é bom para dosar as atitudes.

Muito embora, quando se achava que os planos sairiam do papel, eis que o inesperado acontece e tudo que fora planejado caiu por terra. Repensar.

Palavras foram ditas, simples e verdadeiras. Respondidas com alta dose de cautela. Daí, eu tive certeza de que deveria ter tomado uma decisão lá atrás, muito lá atrás, antes de ter arquitetado os planos que havia em mente.

Já estava conformada de não olhar mais para trás, buscar novos caminhos e rumos. Conhecer o mundo! Já que de meu mundo eu fui tirada, de um modo avassalador e sem chance de voltar.

A ordem era olhar para frente, continuar a viver. Estava achando tão sincero e lindo que iria tomar meu rumo com um sentimento nobre, com o coração leve e cheio de esperanças.  Mas não durou muito tempo para a contemplação.

Em pouco tempo daquela conversa regada de cautela, onde estava acreditando em tudo o que fora dito, fazendo jus as palavras que foram proferidas, de um “ser tão diferente” dos demais, era tudo uma simples película que foi facilmente tirada. É como se tivesse armado de um personagem e, quando achou que havia conseguido o “objetivo”, revelou sua verdadeira face.

A visão do “ser perfeito” caiu por terra diante do que estava a minha frente. Fazia muito calor neste dia, em pleno verão, mas todo o corpo congelou. Uma sensação gélida esfriou o meu coração e mente, porém meus olhos ardiam de tanta raiva que sentira. Passageira, ao menos. O que restou foi uma incredulidade absurda, um sentimento horrível tomava conta. E um filme passou pela cabeça: por isso tantos entraves e nada dava certo.

Tenho a consciência que deveria ter feito isso faz tempo, de ter buscado meu rumo, mas acreditava... acredito nas pessoas. No entanto, me deixei levar pelo “mais do mesmo” e cai naquele conto da carochinha. Porque eu ainda acredito nas pessoas e espero não mudar isso.

Eu sei. Eu sei que precisava esquecer o passado de uma vez e voltar a viver a minha vida. Porém não precisava ser assim. Queria ter uma bela imagem para guardar, para poder recordar mais a frente, agora me restou o contrário, infelizmente. Não terei boas memórias e elas devem estar guardadas lá no mais profundo lugar da memória, porque estas coisas só servem para nos lembrar de não sermos tão ingênuas e parar de confiar demais no que dizem, quando seus atos o contradizem.

Lamento, de verdade, pois o que havia era tão bom, agora não existe mais nada. Só formalidades das mais secas, frias, ríspidas e sem qualquer resquício de sentimento.

Se era isso que eu necessitava para continuar a vida, bom, veio de um modo muito doloroso e inesperado. Não tolero mentiras!

Por que eu me importo tanto?

Particularmente não me lembro em qual momento da minha vida estive tão sem paciência. Eu não sei porque isso tem acontecido, mas eu sei bem o motivo pelo o qual está me deixando imensamente irritada a ponto de não ter paciência para mais nada.

Fiz algo que antes eu não faria, sabe o que fiz: deixei tudo de lado. Eu simplesmente continuo sem paciência, porém eu não vou me importar mais com o problema, apesar de ele ainda tirar meu sono, meu tempo, me deixar indignada e, claro, sem paciência.

Já devo ter falado sobre isso muitas vezes, das coisas que me deixam realmente irritada, mas esta é a primeira vez que estou há dias sem paciência alguma. Um fato novo que estou vivenciando e está sendo uma experiência, um tanto quanto, nova. É estranho, mas está acontecendo.

Gostaria de não poder sentir isso, mas são coisas da vida. Porém você só sente essas coisas por quem você realmente se importa. Eu estou cansada. É isso! Estou cansada de sacrificar-me, de deixar-me de lado, de eu ser o segundo plano sempre. Faz anos que eu me coloquei em segundo plano para priorizar quem precisa de mim. E o que eu queria? Apenas que correspondesse do modo mais simples com o que tenho feito. Me coloquei tanto em segundo plano que quando eu me vejo em evidência tenho receio, não sei lidar com as situações e volto ao “meu cantinho de segurança”.

Eu estou severamente cansada de dedicar-me tanto para os outros. E quando chegará a minha vez? Sei lá. Já vivo há tantos anos assim, nesta configuração, que já me adornei a este modo de vida. Mudar? Sei lá. Estou tão irritada que não consigo pensar em mudança.

Agora preciso acalmar os pensamentos, apaziguar o coração e tentar ver da melhor maneira possível.

Certa vez, naqueles biscoitos da sorte, eu li “você fará mudanças para melhor”, assim espero.

Relato de um sonho - parte III

Foto: Mananciais de amor
          Era de tarde. Um lugar tão diferente do que já vi, mas que não parecia com nada que eu já estivesse estado antes. O lugar era uma pousada com requintes de praia, paredes brancas, entalhada com flores azuis nas paredes e pilastras, na sua maioria. Era o hall.                   
         Tinha bastante gente neste lugar, muitas delas desconhecidas para mim. A pousada tinha um “cheiro” de praia, mas não tinha mar por perto, nem areia de praia. Era dentro da cidade, mas não era uma metrópole, mas uma cidadela, daquelas do interior. Havia coqueiro por perto, muitas flores vermelhas... Adoro vermelho!
          A minha visão do lugar era vintage, amarelado, vai ver era por conta do sol poente.  
         As pessoas... Eram muitas, mas uma me chamou atenção. Era branco, cabelos longos e pretos, tinha barba. Sua fisionomia era bem familiar. Por sinal, ele estava cercado de mais gente que o conhece do que eu. Ali eu era a intrusa. 
       A noite estava chegando, denunciado pela cor do sol: tom alaranjado. As pessoas foram indo embora e rapidamente, mas aquele que eu estava olhando não partiu. 
      Com tantas distrações, ele conseguiu me levar para um lugar, onde só eu e ele pudéssemos ficar. O lugar tinha duas janelas. Uma a minha frente e a outra do meu lado direito. Nesta janela entrava toda a luz do sol poente, o que deixava o lugar todo iluminado e pude ver o que havia nele. O tal lugar era um quarto. Havia uma cama enorme: lençol branco com flores azuis, parecia bem aconchegante. Sobre a cabeceira ficava a janela que estava a minha frente quando entrei. 
           Tinha uma poltrona branca, as paredes eram brancas, havia muitas flores naturais e flores talhadas na parede em azul, como no hall. Só era quebrantado por conta da luz do fim de tarde vindo da janela na lateral. 
           Aquele momento era para contemplação total. Um olhava para o outro. A porta do quarto estava fechada, mas sempre vinha alguém bater e chamá-lo. Eu permaneci sentada na poltrona, de costas para a porta e de frente para a cama. 
         A noite caiu! O quarto era uma penumbra só, porém era quebrada com a luz que vinha da janela da frente, onde a cama ficava logo abaixo. Ele, então, chegou. Já estava sem camisa. Deitou sobre a cama. A luz que vinha da janela iluminava seu rosto e eu podia vê-lo, já ele não me via. 
           Entre carícias e afagos, momentos delirantes, no início de uma bela noite... Aquele desejo de que continuasse... Eis que acordo! Damn!! (risos)