A Menina do Coração Tagarela

Momentos e loucuras. Depende do seu ponto de vista.

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Imagem capturada da internet


       Chega um período da sua vida que o silêncio é o melhor remédio e o ato de se afastar virou prioridade. Mas acaba esbarrando numa pergunta constante: como?
        Você olha para o passado, verifica que as situações que te perturbavam não mudaram. O mais perturbador de tudo é saber o quanto uma pessoa te faz mal, mas quando ela se aproxima e te faz um agrado qualquer parece que toda aquela angústia de outrora sumiu. Foi só um paliativo.  Aí, fica a vaga pergunta: até quando viver assim? E se questiona: isso é realmente verdadeiro? Será mesmo que preciso viver desta forma? 
         Diante destas decepções, o melhor mesmo é fugir para o seu próprio mundo e abrigar-se diante de suas asas, ao menos você tem ciência que nada ali te machucará. Nada ali te porá dúvida. Nada ali vai te fazer sentir-se mal.
      Fatigada estou. Não sei por quanto tempo posso suportar. Até acho que isso não é normal, ou estou criando um mundo que não existe, de fato. São grandes lacunas que não conseguem se manter preenchidas por muito tempo. Talvez, esquecera que o outro tem vida assim como você e a dependência dele te perturba tanto que se esquece de viver a sua própria vida... Parece que tudo gira em torno de uma pessoa e que se ela nem fala contigo parece ser o fim do mundo.
     Engraçado disso tudo, é que o mínimo da manifestação do outro parece um insulto daqueles imperdoáveis. É, pode ser um exagero sentimental.. mas fazer o quê diante disso? Sabe-se lá o que é certo. O que não está correto é a forma como está sendo visto o mundo a partir do outro. Dá a entender que a sua vida é tão insignificante que é preciso o respaldo de outrem para fazer sentido.
       Tá, não é bem assim. Foi um tanto quanto exagerado ter dito isso. Mas de uma coisa é certo, não dá para viver pensando no que o outro vai achar. Lembre-se: você tem uma vida própria, independente. Uns vão e outros permanecem. É assim. Apego. Distração. Perdão. Até compreender isso vai continuar sofrendo.

Revista Rock Meeting Nº 32


Revista Rock Meeting #31


Revista Rock Meeting #30



Sensações


     É estranha a sensação de transcrever o que tenho observado e, principalmente, vivido. Acusações! Nossa, quantas acusações ouvi durante um breve espaço de tempo. Agressões. Vai entender.
Imagem: Welcome 2 my heart
      Tenho tentado compreender a natureza humana das pessoas que estão ao meu lado todos os dias. E sabe o que descobri? Nada. Absolutamente nada. E quem seria eu para dizer como é o ser humano? Se eu não me entendo, como eu posso entender o outro? O que sei é que estou, cada vez mais, desacreditada na bondade daqueles que deveriam ser “bondosos” comigo, ou os que estão ali para apoiar, afinal, são pessoas que te conhecem (ou não) desde que se entende por gente.
      Okay. Parei com meus questionamentos e fui ajudar a quem estava apanhando da vida. E eu consegui ajudar? Não, não posso ajudar alguém, se nem consigo fazer o mesmo por mim. É, sim.. É lamentável. É uma impotência incrível que consome o coração, a mente e te impede de fazer o mais simples gesto: “estou aqui”.
       Não adiante questionar. Não adianta querer mudar o mundo. Sabe de uma coisa? Cansei de ser a boazinha. Se der voz àquilo que sempre foi especulado de vós, talvez, valha a pena, neste momento. Seja impessoal e busque ajudar quem você quiser. Sem culpa. Sem remorso. E, claro, sem buscar se mostrar para alguém.
      Sabe qual foi meu erro? Ficar calada e não agir. Mas sabe que não me arrependo... Foi assim que descobri quem são as pessoas que estão ao meu lado: estando calada. Foram tantas revelações que cheguei a pensar que o ser humano é uma espécie sem destino. Porém, algumas poucas atitudes me fizeram mudar. Ainda bem! Lembro que alguém chegou a me dizer: “Não deixe de acreditar no ser humano, dê-lhe uma chance para te mostrar que ninguém é igual”. Busquei neste conselho ver se é verdade. E é! Ainda bem que não havia me trancado no meu mundo paralelo, obscuro e cansado de sofrer.
    Pois bem, muita coisa mudou: ora para bom, ora para ruim. E quem liga? Estou cansada mesmo. É como se os conflitos me adorassem. Por mais que eu tente fugir disso, consegue me atrair. “Eu vou ali”, como sempre digo. Dar às costas e viver!

Revista Rock Meeting nº 29


Revista Rock Meeting Nº 28