A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

Revista Rock Meeting Nº 87




Revista Rock Meeting Nº 86

Revista Rock Meeting Nº 84/85

Triste fim


Algo que começou do nada poderia dar certo? Não se pode prever. Mas as experiências sempre estão aí para provar do contrário. É impressionante o quanto o medo rege toda e qualquer ação com base no passado. Hoje tenho medo sim!

O medo vem diante do que fora vivenciado, aquela oportunidade que você agarra depois de tanto tempo pensando, idealizando, imaginando como seria. O deixar acontecer sem ter a hipótese do ‘se’. O ‘se’ não existiu. ‘Uma chance’ era o que estava em voga, afinal, não havia nada mesmo e o que custa tentar, não é?

Tentar é uma via de mão dupla. Para o bem e para o mal. É indecifrável. A vida é assim, até te dar algumas pistas, mas você não enxerga. Enfim!

Acabou mais uma tentativa de ‘dar certo’. No começo estive firme, com os pés fincados no chão e, mais uma vez, deixei o emocional tomar conta. Por quê?

É engraçado escrever sobre isso. Observando bem, tive todas as dicas para deixar para trás esta ‘oportunidade’, estavam diante dos meus olhos e não vi. Tentei viabilizar chances para não dizer que fui intransigente e não lutei. Foi meu erro.

A sensação de deixar ir é muito dolorosa. Era o desejo da razão, mas o coração não estava em comum acordo. Quando pensava nessa possibilidade, uma dor me consumia, difícil de explicar. Mas já estava exausta e pensar demais não estava nos planos.

Outra coisa, nunca permita o ato de desconfiar. Passa o mundo pela cabeça e comprovar os pensamentos é muito pior.

O silêncio esteve entre nós. Um silêncio ensurdecedor, irritante e preocupante, onde suas principais dores se comprovam. E assim foi. No dia que o fim chegou, um vazio tomou conta e a cabeça já não funcionava como deveria.

Houve tempo de chorar, colocar as lamúrias e desilusões para fora. Fortaleci. Mas a verdade veio à tona. A verdade era aquilo que estava vagando pelos pensamentos. A tristeza profunda deu lugar à raiva. E esse sentimento foi preenchendo todo o meu coração e razão.

Ainda tenho raiva sim. Mas a raiva me ajuda muito mais do que a tristeza. A raiva é uma força motriz que revigora e me faz querer continuar. Claro que não toma conta de mim, mas alerta meus sentidos para que não caia de novo, porque o passado adora dar sinal de vida.

Não vou mentir para mim mesma que o passado não me atinge, porque atinge sim. Está sendo difícil, pois esse passado nunca esteve tão próximo, mas há de mudar. Tudo passa. E é nessa esperança que busco forças.

É estranho recomeçar. Recomeçar é a chance de fazer diferente, de buscar tudo de novo de outro modo, mas assusta. Recomeçar pode ser desgastante e não se tem a paciência devida. Ainda bem que não acabou!


Vamos lá, recomeçar. Voltar tudo do início e tentar. Uma hora chega. É preciso tentar. E o fim chegou. Vamos virar a página e escrever novas histórias, afinal tudo é experiência. Infelizmente, saio de uma relação sem ter tirado algo de bom!

Esquecer



Seria muito interessante se tivéssemos o poder de parar o sofrimento, de não sentir as coisas ruins, as aflições, a dor hipotética que sentimos no coração. Mas aí eu seria uma máquina e máquinas não são humanas, não são vivas.

É difícil se desvencilhar de algo que aconteceu de repente e cresceu. É difícil esquecer o que era apenas uma breve experiência e acabou tomando proporções não imagináveis.

É difícil ter que conviver com o que não existe mais, porém a sombra do passado não te deixa seguir em frente, se mantém vivo para te lembrar de que ainda está lá, mas por que isso?

O engraçado é que o passado se afastou por vontade própria e quis que entendesse que era assim. Aí, quando já decido mudar de ares, ter uma nova vida, reaparece com a intenção de que entenda o porquê, mas não diz o real motivo.

Esta situação já afetou o emocional e a influencia disso tem sido imediata. Como sair? Não sei, sinto-me confusa. Talvez não tenha palavra melhor para descrever como estou.

Já não aguentava estar em nenhum plano e estava decidida a seguir um rumo diferente, agora que tenho não sei como caminhar para frente. Num era assim que gostaria? Por que não estou sabendo continuar? Porque o passado não quer ficar no seu devido lugar, é por esta razão.

É complicado querer mudar assim. Preciso de motivos impactantes para ver se acordo. Mas confesso de que se o passado quisesse se tornar presente eu aceitaria, mas aí viria o pensamento de como era e não sei se estou querendo isso novamente, a experiência recente não foi boa.

Mudar seja a palavra para ambas às situações: passado e presente. Não costumo reativar coisas do passado, acredito que aconteceram por alguma razão e se estão lá é para me fazer lembrar de que não devo seguir por este caminho.

Eu tenho esse problema para resolver e não sei como fazer isso. Confesso que está sendo doloroso, penso em tantas coisas, ao mesmo tempo em que não gostaria de pensar. Não posso passar alguns momentos quieta que um turbilhão de informações gira em torno do passado e não consigo compreender, só tenho vontade de esquecer e preciso esquecer. Está sendo um grande desafio. Eu tenho que esquecer e não sei como fazer! A verdade é essa!

Uma senhora, na sua santa sabedoria de vida, olhou para mim e disse que estou envelhecendo, que os problemas e responsabilidades estão me fazendo ficar velha, mas não de experiência, de aparência. Isso me fez refletir bastante e não é isso que quero para mim, desejo muitas coisas e ficar nessa lamúria não está nos meus planos. Por isso que passei boa parte da minha vida conquistando objetivos e realizando sonhos porque eu não dependo de ninguém, só de mim. A minha outra parte, que designa o coração, essa sempre ficou de lado porque eu sei que não tenho êxito e prefiro manter assim, apesar de que nunca me senti completa, sempre faltou algo. E quando achei que estava sendo preenchida, preciso me esvaziar novamente.



Estar acompanhada e se sentir sozinha



Você passa boa parte da sua vida fazendo escolhas e uma delas é ficar sozinha. Mas não por medo de que alguma coisa aconteça, não por sentir medo do outro, apenas por uma simples decisão de ver tudo de longe e não se envolver muito com o mundo.

Certo momento é possível sentir a necessidade de sair da solidão e buscar uma companhia, mas logo esse desejo vai embora.

Até que chega um dia que essa solidão te deixa e começa a viver coisas que sempre quis ter vivido. Por um determinado tempo, o que vem acontecendo, parece que ter sido sob encomenda, parece um sonho. Tão logo estou vendo o pesadelo que é.

Não imagino que seja apenas uma fase, espero estar enganada. Mas nada me faz pensar do contrário. O que era um momento de alegria está se tornando um tormento. O mar de flores se foi e agora vem a tempestade de espinhos.

O tempo de maravilhas me fez mostrar o que é uma ideia pode se tornar real, me sentir viva e ter a convicção que deixei de existir para viver de verdade. Acho que agora é o viver de verdade, presumo.

Estar acompanhada era uma vontade antiga, de muitas pessoas até. Mas aquela sensação de estar numa multidão e se sentir sozinha voltam novamente. Difícil descrever como é isso, porém é terrível, doloroso e que só faz reviver um passado que deveria continuar no seu lugar.

Como uma pessoa pode mudar tanto da água para o vinho tão facilmente? O que era presente se torna distante? O que falava e agora fica em silêncio? Qual o caminho para tudo isso?

Confusa, triste, sozinha, desfalecida pelo o que tanto quis sentir. Não há outro jeito a não ser deixar tudo para lá e recomeçar.

Estou enfraquecida, de verdade. Essa pancada foi forte demais para me levantar, mas nem tudo é para sempre e tudo passa.

“Eu quero me esvaziar das dores e desilusões, (...) da prisão do passado”, quero me sentir livre novamente, quero só viver sem muitas pedras pelo caminho.

Voltarei ao meu lugar mais gélido porque lá estou segura. E minha solidão me conforta e me protege. E sei que ela não vai me decepcionar. 

Rock Meeting Nº 82

A solidão é um bálsamo

Eu não sei bem o que estou sentindo. Os últimos dias tenho me desapontado tanto com as pessoas que me faz ficar incrédula.  Não acreditar mais no ser humano, pelo menos os que estão ao meu redor.

Eu não sei se me fechei ou se realmente tudo isso aconteceu. Minha cabeça dói, gira tanto e não consigo pensar noutra coisa a não ser no que acho que estão fazendo comigo.

Desde o dia que saí do meu mundo, este que vivemos tem me deixado muito triste, tem me feito repensar muitas coisas e acreditar que ficar sozinha é o melhor caminho. Uns têm a sorte de estar bem acompanhado, outros como eu, não. Não sei bem se isso tem a ver com sorte, mas a solidão é um bálsamo.

Tenho pensado em tantas coisas e não tenho outro assunto a não ser desistir. Desistir para começar de novo ou não. Mudar sim. Mudar para viver melhor, sem pensamentos que afogam minhas forças e inibem minhas ações.

Não costumo fazer o tipo de agradar a todo mundo, não faço questão alguma. Na verdade, minha frieza me protege. Porém minha proteção está acabando e preciso voltar para o meu lugar.

Tudo não passou de aventura. E eu achei que estava vivendo, sendo feliz. Porque felicidade não é igual aos filmes que são só sorrisos. Estava tudo dando certo, em todas as áreas, difícil até de acreditar. Repentinamente começou a mudar. Mudar é a palavra.

Eu devo ser muito paciente para aguentar calada ou tola o bastante para aceitar e não agir conforme manda a minha razão. É, observando bem, tenho agido com a emoção. Pensando melhor, esta não sou eu. Tenho sido guiada pela emoção e isso nunca me aconteceu. Preciso voltar à razão e colocar os trilhos no lugar.

Não sei se demora, mas vou procurar o melhor para mim e parar de ficar pensando e consumindo minha paz. Preciso de paz. Paz de espírito, paz no meu caminhar. Preciso largar as coisas que não acrescentam em nada à minha vida.

Preciso aprender a ser mais razão e menos emoção. Espero conseguir o mais breve possível para dormir, acordar, trabalhar e voltar para casa sem pensar em coisas que não valem à pena. Que assim seja!

Rock Meeting Nº 81

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