A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

Revista Rock Meeting #34


Diminuir





         A simples capacidade humana de julgar e querer se sobressair diante dos seus. Acho que estou fadada a conviver com esta situação incômoda, injusta e, principalmente, ver o quanto uma pessoa, que carrega teu sobrenome, ser tão pequena em atitude.
          Atitude. Será mesmo que o tem? Sempre questionei se tinha amor próprio, quanto mais atitude. Não. Nem ama, por que se importaria pelo outro, mesmo que este outro seja teu parente?
          E sabe o que mais? Não sei por que ainda me importo. Mas sabe por que ainda me importo? É que, diferente de mim, não faço as críticas na frente de pessoas que não tem nada a ver com o assunto. No calor do momento, o que você poderia responder numa situação dessas? Tantas coisas, não é verdade? Só não chamaria de “bunita”.
         Infelizmente, ou felizmente, não consigo responder de imediato. Não se isso é bom ou ruim. Ao menos não comparo com tamanho desrespeito.
          Eu não posso negar que é sangue do meu sangue, mas não é por isso que devo aceitar críticas tão desconstrutivas. Sabe do que mais? Tô pouco me lixando!!!
       Mas eu senti a situação. Não sou um gelo como eu gostaria de ser, ou como eu já fui. No entanto, me envergonhei diante de pessoas tão queridas, que compartilhara alegria, a chegar numa situação tão ridícula. A eles vão as sinceras desculpas. A pessoa do meu próprio sangue, cresça!

Revista Rock Meeting #33


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Imagem capturada da internet


       Chega um período da sua vida que o silêncio é o melhor remédio e o ato de se afastar virou prioridade. Mas acaba esbarrando numa pergunta constante: como?
        Você olha para o passado, verifica que as situações que te perturbavam não mudaram. O mais perturbador de tudo é saber o quanto uma pessoa te faz mal, mas quando ela se aproxima e te faz um agrado qualquer parece que toda aquela angústia de outrora sumiu. Foi só um paliativo.  Aí, fica a vaga pergunta: até quando viver assim? E se questiona: isso é realmente verdadeiro? Será mesmo que preciso viver desta forma? 
         Diante destas decepções, o melhor mesmo é fugir para o seu próprio mundo e abrigar-se diante de suas asas, ao menos você tem ciência que nada ali te machucará. Nada ali te porá dúvida. Nada ali vai te fazer sentir-se mal.
      Fatigada estou. Não sei por quanto tempo posso suportar. Até acho que isso não é normal, ou estou criando um mundo que não existe, de fato. São grandes lacunas que não conseguem se manter preenchidas por muito tempo. Talvez, esquecera que o outro tem vida assim como você e a dependência dele te perturba tanto que se esquece de viver a sua própria vida... Parece que tudo gira em torno de uma pessoa e que se ela nem fala contigo parece ser o fim do mundo.
     Engraçado disso tudo, é que o mínimo da manifestação do outro parece um insulto daqueles imperdoáveis. É, pode ser um exagero sentimental.. mas fazer o quê diante disso? Sabe-se lá o que é certo. O que não está correto é a forma como está sendo visto o mundo a partir do outro. Dá a entender que a sua vida é tão insignificante que é preciso o respaldo de outrem para fazer sentido.
       Tá, não é bem assim. Foi um tanto quanto exagerado ter dito isso. Mas de uma coisa é certo, não dá para viver pensando no que o outro vai achar. Lembre-se: você tem uma vida própria, independente. Uns vão e outros permanecem. É assim. Apego. Distração. Perdão. Até compreender isso vai continuar sofrendo.

Revista Rock Meeting Nº 32


Revista Rock Meeting #31


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