A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

Sentimentos renovados



Já se sentiu num tipo de “ostracismo” das emoções? Você condenou seus sentimentos e isolou para que não lhe causasse mais problemas. Já se sentiu assim?

Por muitos anos os meus próprios sentimentos estavam no mar do esquecimento, sem qualquer oportunidade de voltar ou ser resgatado por mim.

O engraçado é que sempre foi assim, desde muito nova que minhas emoções sempre estiveram em segundo plano, pois o bem-estar do outro valia muito mais para mim. Eu me esqueci, por completo.

Houve momentos que as portas foram abertas, porém já voltava por temer tanto o que ele poderia proporcionar, no entanto, a única hora que poderia ter desfrutado mais das emoções, o impacto foi tão forte que voltar para o seu refúgio foi o mais acertado diante das circunstâncias.

Foram longos anos lá, adormecido, sempre com a vontade remota de tirá-lo do seu “castigo”, mas sem sucesso. Era preciso passar mais tempo, buscar mais experiência e não ter medo quando ele, finalmente, pudesse sair do seu cativeiro.

Porém algo vem mudando. Aquele coração de gelo já não é mais o mesmo. Já pulsa mais forte e acelerado, na certeza de que um dia ele vai sair deste estado inerte que se encontra.

As mudanças estão acontecendo e toda aquela amarra que havia para manter o sentimento guardado está perdendo força, a razão já não pode mais controlar. Está realmente difícil de suportar.

Eu não sei que nome se dá a toda esta modificação, mas só consigo compreender que tudo o que vem acontecendo está me fazendo sorrir novamente. Não é sorrir por fora, é sorrir por dentro. Aquela alegria que não cabe dentro de si.

Verdadeiramente os sentimentos estão sendo renovados, resolveu acordar no seu tempo. E o que vou fazer? Impedir? Não, vou deixar acontecer. A razão já não exerce sua força contra a emoção.

Estou sendo guiada para um lugar que ainda não havia visto, estou sendo guiada para um lugar que nunca vivi. Estou sendo guiada por este sentimento renovado. Estou sendo guiada. É o bastante!

Por que eu me importo tanto?

Particularmente não me lembro em qual momento da minha vida estive tão sem paciência. Eu não sei porque isso tem acontecido, mas eu sei bem o motivo pelo o qual está me deixando imensamente irritada a ponto de não ter paciência para mais nada.

Fiz algo que antes eu não faria, sabe o que fiz: deixei tudo de lado. Eu simplesmente continuo sem paciência, porém eu não vou me importar mais com o problema, apesar de ele ainda tirar meu sono, meu tempo, me deixar indignada e, claro, sem paciência.

Já devo ter falado sobre isso muitas vezes, das coisas que me deixam realmente irritada, mas esta é a primeira vez que estou há dias sem paciência alguma. Um fato novo que estou vivenciando e está sendo uma experiência, um tanto quanto, nova. É estranho, mas está acontecendo.

Gostaria de não poder sentir isso, mas são coisas da vida. Porém você só sente essas coisas por quem você realmente se importa. Eu estou cansada. É isso! Estou cansada de sacrificar-me, de deixar-me de lado, de eu ser o segundo plano sempre. Faz anos que eu me coloquei em segundo plano para priorizar quem precisa de mim. E o que eu queria? Apenas que correspondesse do modo mais simples com o que tenho feito. Me coloquei tanto em segundo plano que quando eu me vejo em evidência tenho receio, não sei lidar com as situações e volto ao “meu cantinho de segurança”.

Eu estou severamente cansada de dedicar-me tanto para os outros. E quando chegará a minha vez? Sei lá. Já vivo há tantos anos assim, nesta configuração, que já me adornei a este modo de vida. Mudar? Sei lá. Estou tão irritada que não consigo pensar em mudança.

Agora preciso acalmar os pensamentos, apaziguar o coração e tentar ver da melhor maneira possível.

Certa vez, naqueles biscoitos da sorte, eu li “você fará mudanças para melhor”, assim espero.

Revista Rock Meeting Nº 51

Eu realmente me importo

Eu não sei se isso é recorrente com as pessoas, se é uma situação que é bem costumeiro acontecer. Talvez eu não tenha a maturidade suficiente para sempre pensar em várias possibilidades de uma situação do qual você já está saturado de viver. Ou, talvez, simplesmente tenha um bom coração e paciente, que aguenta todo tipo de porrada da vida.

Diante de tantas “mazelas” que você passa, são tantas coisas que lhe tiram do sério que um ou outro doi tanto que você não sabe como lidar. Raiva e decepção andam juntas, parecem irmãs. É inevitável sentir apenas uma coisa quando algo acontece.

Então, do que tanto falo? Aconteceu algo. É uma pessoa que você ama. Foram tantos erros, mas você sempre perdoa. Você está chateado, mas quando fala com a pessoa que lhe magoou parece que nada aconteceu, como se a chave do esquecimento fosse ligada.

Passa o tempo, ficas remoendo as histórias, tenta entender o que acontece. Pode nem ouvir o nome daquela pessoa que só lembra das mágoas. E se for colocar numa balança a decepção pesa mais que a alegria. Geralmente você se afasta, não quer mais conversa... E quando você não tem forças para isso, o que fazer?

Não se faz, apenas se importa. Se importa tanto que você fica até chateado consigo mesmo por conta desta preocupação que não vai levar em nada. Aí, você percebe que mudou, que cresceu, mas ficou algo mal resolvido.

Bom, esta sou eu hoje. Feliz, realizando sonhos, crescendo, mas com algo que precisa ser resolvido. Pode ser eu, pode ser você. Pode ser qualquer um.

“Ah, mas deixe para lá, cuide da sua vida”. Mas como? Me diz! Enfim, pode ficar chateado sim... Não querer mais saber do assunto sim... Dizer que não está nem aí e cantar para os quatro ventos isso, mas sempre vai lembrar de que há algo mal resolvido e sempre vai se importar com aquela pessoa que te magoou, apesar de tudo, aquela pessoa era sua amiga. Aquela pessoa você ama. Por aquela pessoa você se importa de verdade.

Revista Rock Meeting Nº 50




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Revista Rock Meeting Nº 49

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