A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

Sentimentos sazonais

Foto: blog Adegarcia

    Eu sempre me pergunto por que vivo sentimentos sazonais. Não entendo bem o que esses sentimentos querem de mim, mas só sei que consomem as minhas forças e quando acredito que o que sinto está sólido, ele se desmancha como um castelo de cartas. Basta um silêncio para que este sentimento ganhe força.
     Tento viver intensamente o tal sentimento ‘perveso’ no seu período ‘glorioso’, quando menos espero ele se foi e ficam as dúvidas. Tantos por quês sem respostas. Tantas desilusões vividas, mas parece que não aprendo esta lição... Já tentei deixar para lá, já busquei outros meios, superar o que foi ‘perdido’, porém não compreendo e acabo vivendo tudo de novo, pensando nas mesmas coisas e lamentando sempre, batendo na mesma tecla.
      Eu não sei até quando isso vai continuar, mas confesso que já estou muito cansada de viver coisas que não me trazem mais prazer. Muito embora, quando os vivo consigo me desligar completamente do passado para me iludir com o presente. Tantas coisas e poucas delas mudaram, algumas permaneceram e não vejo muita mudança. Apesar disso, por eu ser tão tola, e querer ‘viver intensamente’ cada instante, me faz apagar as dores e as desilusões.
     Após toda a tempestade de emoções, acordo para a realidade e me sinto usada. Sim, usada! É tão irritante me sentir deste jeito, tão descartável. Parece que sirvo apenas para um momento e ponto final. 
    Eu penso desta maneira, mas se não é deste jeito, por que eu só vejo esta possibilidade? Por que não há uma resposta sequer? Sabe de uma coisa, já estou farta! Não aguento, não suporto esta condição. Hoje tenho outros meios e, ainda bem, tem me sustentado. Ok, adeus ao que seja sazonal na minha vida. Cansei de ti. Ora é alegria intensa, ora é desconfiança. Que coisa! Não entendo, espero estar pensando errado para que eu não perca toda a magia do ‘novo’ e do ‘velho’ que sempre encanta.

Revista Rock Meeting Nº 21

A Globo em 2030

Eu não resisti e resolvi postar aqui.
Fonte: kibeloco

Revista Rock Meeting #19

Revista Rock Meeting nº 18

Apenas um minuto

     Faz um bom tempo que preciso de atenção. Desde que aquela pessoa se foi, aquela que, bem ou mal, era atenciosa comigo, me aconselhava, ouvia as minhas brincadeiras, sorria de qualquer coisa que eu dissesse, aquela que simplesmente esteve comigo desde que eu nascera.
     Percebi, e somente agora, que preciso de atenção, preciso ser cuidada. Preciso, apenas, que esteja comigo. Achava que isso era momentâneo, uma fase. Agora sei que não. Vim buscando tantas coisas, dei tanta atenção e não recebo sequer o que fiz.
      Sou dependente de chegar, sentar e conversar. A verdade, ou não – talvez para mim, é que fui tola em ser tão ‘doadora’ de perspectivas, de companheirismo, de sorrisos, de lágrimas, de raiva (por que não?), e hoje me vejo do outro lado que tanto ajudei e não tenho aquele retorno que gostaria, neste momento.
         Acredito que vivi tanto a vida dos outros que esqueci a  minha durante estes quase três anos. Por estar ‘vivendo’ a minha, vejo que deixei tanta coisa de lado, mas que foi uma escolha, um bloqueio, uma defesa própria... Quis tanto afastar o mundo de mim que ele veio com mais força e eu não estou sabendo me defender.
       Busco tantos lugares, apesar de que eu sei onde é O lugar, mas há coisas que me prendem. Tenho consciência disso e, ainda assim, ignoro. É inevitável não haver arrependimento. Sim! Arrependo-me de muita coisa. Sou humana, falho!
        Realmente, eu preciso parar. Parar tudo o que estou fazendo hoje para encontrar o meu ‘eu’ novamente. Pois o deixei lá no passado e está complicado resgatar. Esta pessoa de hoje não é a mesma de há três anos. Fico pensando que era tão bom o meu tempo de criança, sem preocupações, onde eu só me interessava em assistir desenho animado, fazer as tarefas da escola e brincar, brincar bastante.
       A vida adulta é um mistério e um desafio.  Tenho enfrentado com muita luta e força. Pois aquela que se foi me motivou tanto a fazer o que eu realmente devo fazer, ter paciência e fincar raízes. 
       É... Muito mais do que antes preciso de atenção. Somente para ficar ao lado, ficar sentada ouvindo qualquer coisa, sorrindo, descansando... Eu não tenho isso hoje. É uma rotina massacrante, entediante e sem fim!
      Busco em outras razões as forças que preciso ter diariamente. Mas eu só gostaria que ao menos atendesse quando eu o chamasse. Sinto-me descartável, usada e depois esquecida! Parece que sou apenas um segundo plano. Posso estar errada. Mas eu só queria uma resposta, um ‘oi’, somente isso! Nada além... Eu me contento com tão pouco de ‘um muito’ que faço. Mas é isso ai. Eu existia, agora que estou aprendendo a viver!

Revista Rock Meeting #17