A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

Não compreendo!

Não compreendo os motivos pelos quais me levam a pensar que tudo o que faço não dará certo. Não compreendo também quando trilho um caminho, pelo menos o que acha correto, ele é destruído com o passar do tempo.
Não compreendo, mais uma vez, de sentir algo quando estou perdendo. Será uma ilusão? Será um destino? Será uma farsa? Não compreendo outra vez. Sinto o vento tocar o meu rosto, mas não sinto um conforto que gostaria para este momento.
Quão é difícil entender-me e quão complicado é andar pelos lugares tortuosos que antes eram, quase, perfeitos. Certas vezes estive encantada com tantas coisas, com um sorriso, com um abraço, com um olhar, em estar sozinha observando a todos ao meu redor.
O que aconteceu que toda essa magia acabou? O que aconteceu para as páginas do livro estar em branco? Nada foi escrito ou foi apagado? Quem é o responsável? Há a quem atribuir a culpa? Não!!! Não há culpados, não há! Para onde foram as lembranças? Sinto-me destinada a mesmice, talvez Ele deseje algo que não entendo e insisto sem assimilar. Por quê?
De inúmeras questões que poderiam ser respondidas, algumas delas até serão, e outras ficaram vagando pelo ar. Uma vez fora cogitado algo de uma maneira, agora se cogita a possibilidade de algo tornar-se real. Que assim seja independente das emoções e das lamentações continuarem, mesmo não compreendendo nada ou tudo!

A que mundo pertenço?


Até que ponto pode-se considera alguém louco? Louco pelo seu estado emocional ou louco pelo seu existencial? Nada que pudesse me dizer o contrário tentaria mudar as dúvidas e consertar as incertezas de uma vida, transformar o medo em possibilidade de viver e ao menos embebedar-se com o sabor do ar puro e talvez reconfortante.
O que me faz ser diferente dos loucos? Pela minha ‘capacidade’ de organizar idéias, de agrupar desejos, de ser complacentes com as atitudes ou ainda ser ‘igual’ a todo mundo? Gostaria que todas as minhas atitudes ‘adultas’ fossem como as das crianças: sinceras, puras, inocentes, inteligentes, verdadeiras. Não quero dizer que não sou assim, mas que fossem mais reais e menos emocionais.
Não sei como é o comportamento de uma pessoa ‘louca’, percebo que há maneiras diferentes, estranhas e que os outros seres não aceitam e reprimem com medicamentos e isolamento dessa gente igual a mim e a você.
Talvez nós sejamos os loucos e eles estejam certos em guiar-se para o seu mundo afugentando da loucura desse mundo que enlouquece todos os dias. Quem sabe, talvez, nós estejamos certos e eles errados que viver nessa loucura traz emoção pérfida e transparente envenenando o nosso ser e afundando o que resta de esperança.

A lamúria do cansaço

Lamento a cada momento se não o vivi como se deveria, ou apenas seria mais dedicado. Bate o cansaço e não entendo o porquê disso. O que sei é que o sentimento nesta hora é de desgaste. O lado emocional esta se esvaindo, as forças já estão fracas e não consigo me sustentar em pé. Estou cansada! É o que posso dizer agora. Cansei de tudo que faço. De tudo que leio, de tudo que escrevo, de tudo. Até de mim... As lágrimas já não resistem mais.
Cansei de mim, de acreditar, de lutar, de respirar, de tentar controlar toda raiva, todo pesar sobre mim, além de que tentando afastar o passado vem o próprio presente para me atormentar. Já não sinto uma alegria verdadeira. Pressão! Não penso, não durmo, não... E não alimento o meu ego, esqueço do que gostaria de fazer, e odeio o que não posso conseguir.
Agora, lamento; não sei mais o que sentir, não sei mais por onde caminhar; o tempo passa e continuo na mesma sem fazer nada do que deveria e do não estar construindo o sonho que aos poucos dou forma. Estou só, deprimida, cansada e desesperançada pela mudança que agora não creio que há para mim, ontem eu queria, hoje desisto! Estou cansada! Volto a repetir.
O sorriso já não e mais contente, já desfaleceu por tudo que está acontecendo em favor da minha queda. Outro dia ouvi que sou conquistadora. Até agora conquistei nada e meus esforços... Que esforços? Nada fiz... Lamento ou choro? Não sei. Estou vivendo e acalmando o coração sofrido e a mente confusa. Desejos desfeitos e vontades acabadas. As coisas acontecem para me derrubar e parece que está conseguindo. O que me resta é esperar. Talvez lute. Talvez amanhã esteja melhor. Por que agora estou inerte e não respondo aos estímulos naturais desta vida. Quero viver, mas não assim.

Qual será o meu caminho?

Diante de tantos parâmetros a serem seguidos, qual deles irei escolher? Nem que já estivesse com a resposta certa não saberia dizer qual era, são infinitos caminhos que levam a lugares variados e agora só me resta a procurar por um lugar que não há ninguém para perturbar, mandar, encher sua mente com acusações ou obrigações. CHEGA! Não suporto mais tanta pressão, indefinidamente não compreendo certas ações que me causam dor e lamento... Apenas pesares que me leve a um descompasso do limiar crítico do que busco... Sempre sonhe comigo era o que gostaria de ouvir ou de saber que existe, mas em alguns momentos sinto que tudo isso é uma ilusão que põe em mim ou, pelo menos, me fazem acreditar, devido a isto muitos os instantes bons que presenciei foram perdidos. Como gostaria de que as pequenas coisas que o ser humano pode desfrutar eu pudesse também. Já não enxergo mais além, meus olhos fechados para um mundo que existe e crio o meu segundo opiniões e vontades alheias. Será que eu tenho vida ou simplesmente sou obediente? Eis que fica a questão e não sei como respondê-la. Independente do que seja eu vivo! Apenas isto, gostaria muito de saber o que há sobre mim que me impedem de fazer o pouco do que já não tenho, sempre sonhei com algo sublime que fosse incapaz destruir, mas vejo que nem isto me é assegurado. Não sei mais por onde ir, nem qual o caminho que devo seguir, segundo as vontades alheias, sei que não faz por maldade, vai para onde menos gosto.

Fácil quanto sorrir

Se a vida fosse tão fácil quanto sorrir eu desistiria agora do que eu penso, do que desejo, do que tanto amo, do que eu já conquistei, no entanto, algo me prende não me faz voltar atrás das minhas vontades e das minhas loucuras... Muito bem sei o quanto sofro por pouco que seja e mesmo assim não demonstro nada do que sinto... Agora não tenho muito que temer nem o que sinto não doem mais, nada do que me fizerem servirá de muita coisa, embora alguns fatos ainda me deixassem no chão pelo simples motivo de serem prioritários e ínfimos ainda assim. Tudo o que gostaria era reconhecimento, nada mais do que isso!!! Não digo profissionalmente nem qualquer outra coisa, talvez reconhecimento da minha própria existência que inexiste para alguns e é esquecida e ignorada por outros que nem cogito dizer quem é... Seria muito lamentar isso agora, mas não é muito tarde para exprimir o que quero dizer com poucas palavras ou gestos que subtendesse qualquer atitude que vir a ter... Fatalidade? Talvez. Razões? Muitas. Opiniões? Diversas. Coragem? Não há... O que há comigo então, murmurações não guia os meus passos nem amplia a minha visão desfalecida de ilusões, de propósitos inacabados, de uma vida cheia de mentiras e reações falsas. O que seria sentir isso? Nada? Algo?Realização do meu ego ferido? Rastejante pelos lugares sombrios da minha mente, não encontro um refúgio e o lugar que sempre sonhei já não existe mais, para que vivo ainda? Se os meus sonhos foram enterrados por meia dúzia de palavras, por desconfiança, por descréditos, por mim também. Resistir até poderia, não faria muita diferença neste momento... O que mais desejo neste momento é estar só, num lugar onde ser humano algum conseguiria chegar, no mais isolado lugar. Sei que sentiria falta do que já tenho, mas esse seria o remédio para a minha dor ou caso contrário darei um fim para tudo... Não com a morte, mas iria para este lugar ressentida do que já fiz e conquistar tudo outra vez. Momentos repletos de incertezas e a incapacidade alheia almejando pelo meu fracasso, quem sabe tenha conseguido, quem sabe retornou ao mais tranqüilo lugar onde qualquer pessoa não estaria... E neste lugar eu irei!!!

Bom...
devido a alguns problemas de cunho técnicos
não tenho postado
muuito em breve estarei voltando..

Ao lado possui alguns links de blog amigos
que tem download para cd's e dvd's e programas...
Aproveitem!!!

Permita. Deixe-o entrar!

Às vezes é necessário acontecer à perda para significar
algo a alguém, no entanto, este é um meio suplico de reconhecer sentimentos e ações. Na perda todo homem faz um reflexo de si, de suas passagens, de todas as suas atitudes... Apenas as mais belas sensações podem alcançar pilares tão altos que muitos caminhos são percorridos até ser, merecidamente, completos. É como um filme. Tudo o que foi vivido, todos os sorrisos, brigas, choros, conquistas são lembrados um momentos antes e ficam as dúvidas perante decisões tomadas, escolhas, lutas. Fecham-se os olhos. Existe alguma coisa que não pode entrar no coração? Retire-o hoje e faça-o feliz, faça-o cada lágrima ser enxuta, salve a alegria alheia, corra em busca da felicidade; o orgulho te cega, esta é a hora, acabe com os laços. Como está a sua vida? Se entregue e tudo será transformado, cabe a ti responder pela mudança. É triste, lamentável. Não calarei... Até estar presente e bem. Que Ele bata a sua porta e permita-O entrar ou permaneçam inertes as loucuras e ao sofrimento de quem nunca sofreu realmente. Mas nada há um fim realmente; o que poderei seguir? Caminhos largos ou estreitos? Facilidades repentinas constroem um muro irreal e facilmente será derrubado com um sopro. Sem mesmo um chão, alguém para guiar cada passo, tente encontrar um abrigo que seja longe, muito longe, pois só assim conquistará o que não pensas e verá o que deixou de bom para trás na tentativa da fantasia. Se toda fábula fosse perfeita não seria lida, seria vivida e só as coisas ruins seriam postas em livros nos mais distantes lugares e que a sua localização fosse impossível. Embora o real não seja tão obstante desta vida, ou não! Alguns vivem no mundo paralelo ao seu e outros se limitam a poucos passos e muitos imaginam com o melhor e este até chegam a níveis altos e alegremente exibem suas conquistas... Consoante as variáveis existentes há tristezas que não são consoladas e dores intermináveis e como deixá-las então? De alguma forma tem que sair, basta querer mudar. O que se pode, enfim, dizer do que é esperado do início do ciclo de crescimento até seu fim: é mudar. Simples e tão brusco, tão longe do alcance das mãos e difícil de ser compreendido. Agora o homem reflete seus atos e segue sem destino à procura da bonança que não vem... E na perda, só assim, sinto o que ninguém sente: amor próprio, amizade, compaixão, perdão e sinceridade. Fatores tão leves, de significados fáceis de falar e que percorre caminhos que vão além do que os olhos podem ver. É engraçado, é complicado, é bom. No fim, tudo acaba, mas só é o recomeço.