A Menina do Coração Tagarela

Esse coração fala demais.

Permita. Deixe-o entrar!

Às vezes é necessário acontecer à perda para significar
algo a alguém, no entanto, este é um meio suplico de reconhecer sentimentos e ações. Na perda todo homem faz um reflexo de si, de suas passagens, de todas as suas atitudes... Apenas as mais belas sensações podem alcançar pilares tão altos que muitos caminhos são percorridos até ser, merecidamente, completos. É como um filme. Tudo o que foi vivido, todos os sorrisos, brigas, choros, conquistas são lembrados um momentos antes e ficam as dúvidas perante decisões tomadas, escolhas, lutas. Fecham-se os olhos. Existe alguma coisa que não pode entrar no coração? Retire-o hoje e faça-o feliz, faça-o cada lágrima ser enxuta, salve a alegria alheia, corra em busca da felicidade; o orgulho te cega, esta é a hora, acabe com os laços. Como está a sua vida? Se entregue e tudo será transformado, cabe a ti responder pela mudança. É triste, lamentável. Não calarei... Até estar presente e bem. Que Ele bata a sua porta e permita-O entrar ou permaneçam inertes as loucuras e ao sofrimento de quem nunca sofreu realmente. Mas nada há um fim realmente; o que poderei seguir? Caminhos largos ou estreitos? Facilidades repentinas constroem um muro irreal e facilmente será derrubado com um sopro. Sem mesmo um chão, alguém para guiar cada passo, tente encontrar um abrigo que seja longe, muito longe, pois só assim conquistará o que não pensas e verá o que deixou de bom para trás na tentativa da fantasia. Se toda fábula fosse perfeita não seria lida, seria vivida e só as coisas ruins seriam postas em livros nos mais distantes lugares e que a sua localização fosse impossível. Embora o real não seja tão obstante desta vida, ou não! Alguns vivem no mundo paralelo ao seu e outros se limitam a poucos passos e muitos imaginam com o melhor e este até chegam a níveis altos e alegremente exibem suas conquistas... Consoante as variáveis existentes há tristezas que não são consoladas e dores intermináveis e como deixá-las então? De alguma forma tem que sair, basta querer mudar. O que se pode, enfim, dizer do que é esperado do início do ciclo de crescimento até seu fim: é mudar. Simples e tão brusco, tão longe do alcance das mãos e difícil de ser compreendido. Agora o homem reflete seus atos e segue sem destino à procura da bonança que não vem... E na perda, só assim, sinto o que ninguém sente: amor próprio, amizade, compaixão, perdão e sinceridade. Fatores tão leves, de significados fáceis de falar e que percorre caminhos que vão além do que os olhos podem ver. É engraçado, é complicado, é bom. No fim, tudo acaba, mas só é o recomeço.

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Sempre sonhe comigo IV


A doce Amélia desiste da sua própria vida ao permanecer na mesma situação ao tentar esquecer o seu amor. De tantos encontros e reencontros pelos lugares que costumavam realizar seus momentos inesquecíveis: virou um tormento... Sem muita escolha decide ficar aprisionada em sua casa, afugentando o seu anseio ferido, a sua mágoa, o seu amor partido e consolar com o vazio, a solidão profunda e mergulhar num oceano sem fim. Ela querendo sonhar para não acordar e ver os estragos causados pelo seu amor de nada ajuda. Fechando os olhos contempla o tormento do passado feliz, de belos sorrisos, de felicidades; ao contrário de sua situação atual, Amélia é fria para acalmar-se e sente cada passo do seu coração, de sua mente perturbada com as alucinações do carinho que recebia do seu amor. Ele que sofre por não tê-la mais, pense em algo para ao menos pedir o seu perdão, uma vez que ela nada falou. Inusitadamente ele resolve ir até a casa de Amélia para dar um ponto final e acabar com toda agonia e saber o que realmente o espera. Mesmo que Amélia não entendesse as atitudes de seu amor, ela ainda morre de amor por ele e sente o quanto é estar sem. A vida de ambos mudou completamente depois do que houve. Passados messes ele vai à casa de Amélia para convencê-la de seu verdadeiro amor. Ela não está em casa. Amélia viajou para longe, muito longe e nada avisou ninguém sabe para onde ela foi. Ao chegar a casa dela, ele percebe que ela já não está lá e cai ajoelhado a porta da casa e ali grita por ela que não pode ouvi-lo. Como seu coração dilacerado, sua alma cansada, seu ego sofrido e necessitando de carinho, Amélia segue para o mais alto lugar da cidadezinha em que morava. Nesta casinha longe de qualquer pessoa, ela recosta sua vida a práticas simples e individuais... Aprende a ser mais insensível e racional; sua emoção é esquecida, foi deixada para trás junto com as suas lembranças e seus sonhos. Agora sonha com algo maior, com algo que faça apagar tudo de sua memória e acrescentar boas novas neste novo período, neste ciclo vicioso e desconfortante. Ele já não sabe mais o que fazer, procurou por todos os lugares e nada, percebe que por um momento que a perdeu para sempre... Anos se passaram Amélia volta para a sua cidadezinha, ninguém a reconhece pela mudança que teve, mas o seu coração ainda bate pelo seu amor, adormecidamente. Ao chegar a sua casa o seu corpo estremece, seu coração palpita mais rápido. Arruma tudo e sai para cumprimentar os conhecidos e um deles se aproxima e diz: Ah, Amélia! Como é bom tê-la entre nós novamente, durante este tempo você fez falta para nós, no entanto, o seu amor já não está mais conosco... E contando o que aconteceu, Amélia enche seus olhos de lágrimas e desolada entende que não terá a oportunidade de dizer ao seu amor o que sempre sonhava: o quanto o amava... O seu amor se foi e o sonho acabou!

Sempre sonhe comigo III

Mesmo tendo encontrado o seu amor, ela – Amélia – não está conformada em perdê-lo e deixá-lo ir, escorregando entres seus dedos o grande sonho da sua vida. Mas lamenta mais ainda por seu amor não ter sonhado como deveria, deixou de compartilhar momentos agradáveis, deixou de ver além e sonhando pequeno esbarrou em dúvidas e lamúrias. Já em casa depois do encontro inesperado com o seu amor, Amélia, chora novamente por não saber o que fazer, até mesmo pela falta de um sonho mais concreto, o seu amor caiu em uma farsa que a vida põe no caminho e ele caiu nessa. Inconformada, magoada e iludida Amélia está agora. Foram meses sacrificando o que não lhe traria um futuro, meses de dedicação, meses de cumplicidade... Ah! Amélia não pode esquecer cada canto de sua casa que lembra o seu amor, de alguma maneira, um chamado a porta, discussões que acabavam sendo resolvidas; foram várias as demonstrações de carinho eterno e o seu amor correspondia à altura, no entanto, Amélia não compreende o que houve de errado, qual foi o motivo do fim, e se pergunta sem obter resposta... Passam os dias; trancafiada em sua casa, ela não sai, não quer ver as pessoas, não quer enfrentar o mundo, o seu sonho acabou e resta congelar-se para poder esquecer o que está sendo difícil. Certo dia Amélia sai de casa acompanhada com seu desgosto pela vida e suas lágrimas intermináveis, indo para o mesmo lugar que encontrou o seu amor permanece lá contemplando o lugar e mais consciente não chora, lamenta. Depois de muito tempo neste lugar, volta para a sua casa percorrendo os mesmos caminhos, as pessoas que a vêem passar têm medo de cumprimentá-la, embora compreendam a dor que Amélia tem sentido, pois certas passagens da vida de cada pessoa que a vê já sofreu como tal e tentam ajudá-la, preferem deixá-la sozinha. O seu amor perto dali estava e sofrendo da mesma forma que Amélia, tenta arrumar uma forma de reconquistá-la. Enquanto murmura por uma volta, ele consegue – finalmente – vê-la caminhando pelos lugares que foram importantes para ambos. Amélia andava distraída e o seu amor maquinava algo, até que o reencontro é feito. Ela o recebe com a maior frieza possível, ele com um sorriso estampado em seu rosto não esconde que está feliz por estar diante dela. Amélia friamente diz: O que você está querendo com isso? Sinto muito meu querido, esta pessoa já não é mais para ti, esqueça-me, pare de sonhar, não se iluda, eu estou bem sem a sua presença. Inconformado e observando que nada do que ela diz é verdade, responde: Eu sei o quanto errei, arrependido estou e não estou satisfeito com a minha vida, sem você eu nada sou, eu te peço perdão! Mesmo com a um semblante frio Amélia se desintegra por dentro, mas não cede aos pedidos do seu amor. Ele cabisbaixo volta para onde saiu e ela o deixa sem resposta. Ainda que todos os esforços fossem aceitos, Amélia continua sonhando.

Sonhe sempre comigo II

Aos poucos ela vai reconstruindo sua vida acabada pelo seu amor quando ele já não insistia em tê-la ao seu lado. E ainda aos pousos ela sobrevive sem ter caminhos a prosseguir, sem ter orientações, sem ter o seu quase e eterno amor. Ela sonhava, e como sonhavam em ter felicidade, em ter liberdade em ter um lugar para contar estórias, o que ela tem hoje é o desprezo, o desejo, o encontro com o real que para ela é o sonho que tenta despertar a cada minuto e não consegue... Ao lembrar-se do seu amor chora, lamenta, sorri e cai em prantos covamente, uma vez que tinha pensado que o seu amor era profundo demais para ser ferido e sofrer como ela, apenas ela, saber do que se trata... Ao ouvir canções que representava o sentimento, a cumplicidade entre eles, não desiste de viver, pois sabe que o melhor ainda está por vir na sua vida; enquanto isso murmura, enxerga, reclama aos quatro ventos sobre sua infelicidade, sem resposta... Chora! Desesperadamente não consegue manter-se em casa e sai. Observando cada lugar onde esteve presente a o lado do seu amor, entristece mais e chora menos. E como seria isso? Não há mais lágrimas. O que ficou foi uma mágoa profunda. E andando encontra o seu amor na rua como se estivesse a sua espera, sem acreditar no que via continuou a andar. O seu amor a chamou para conversar, mesmo magoada, aceitou. Então, foram para m lugar calmo e longe de perturbações. Ele tentando reconquistá-la, ela ainda sofrendo pelo o que aconteceu, ouvia cada palavra e sentia algo q pulsava mais forte e não queria sentir. A sua vontade era de senti-la, sentir mais perto, de poder abraçá-lo tão forte a ponto de ouvir o seu coração do seu amor, esta era sua vontade e ele querendo o mesmo. Até que ambos se entre olharam e não resistiram. Abraçados! Ficaram por muito tempo assim, até que ela olha para o seu amor e diz: Este é o fim, o fim de um sonho que sempre sonhei e você nunca parou e observou isso em mim. Desta vez ele é quem chora e ela sai daquele lugar. Ela volta para a sua casa para continuar sempre sonhando.

Sempre sonhe comigo

Sempre sonhando deixou de lado à realidade que cercava, agora vivendo de ilusões lamenta por não ter conquistado sua própria liberdade... Ao seu grande amor perguntou e não soube responder; a visão é pouca e discernimento falho para uma mente fraca, ainda sim continua a questionar ao seu amor porque ele já não está com ela, porque a deixou que caísse e não a segurou, porque ele não sonha... Dentre inúmeras desilusões, finalmente respondeu, ela ouviu atentamente casa palavra, cada expressão dos sentimentos dele, observou sua voz trêmula ao dizer cada frase e, certamente, chorou... Banhada em lágrimas em tanto murmurar sues anseios ao seu amor vive os segundos como uma eternidade, não crê que aquilo acontece e abalada retruca a ação do seu amor: vivi e sei o quanto sofri, sempre sonhando que estava e você não percebia, sendo eu uma menina indefesa e cheia de encantos, desprezou-me perante as poucas vezes que deixou de olhar para mim e entender ao menos um sorriso que compartilhei contigo e nada fizeste para contemplar o infinito horizonte comigo e realmente estou sonhando por não acreditar que tal menção falou a mim e agora... Agora deixo que este tempo seja curto e proveitoso. Não quero, não agüento e o desprezo. Tentando engolir cada palavra, ele não suportou e disse: Sempre sonhei com você, sempre pensei em estar ao se lado e não imaginava um instante sem ti... Ela, exaustivamente, saiu daquele âmbito. Foi caminhando para algum lugar, todos que a viam pela rua não entendia o motivo que a levara a andar e desaguando num choro, praticamente, eterno. Suas esperanças haviam sido desfalecidas no instante de declaração do seu amor e desposou-se à beira de algum rio e ali ficou para aguardar em silêncio e compreender o que aconteceu... Vendo as folhas caírem, o vento tocar seu rosto enxugando as lágrimas que não cessavam, ouvindo o canto dos pássaros que não agradava mais como antes ela descansa. O seu amor estando a sua procura para se redimir não a encontrava, ela ainda descansa à sombra da árvore que ajuda a ceifar e enterrar sua dor profunda por alguém ter desfeito seu sonho. Ele acha encostada jogando pedrinhas a sorte, sem perceber sua presença, ele contempla o que nunca tinha feito, ele observa de outra maneira e acaba percebendo que já não se faz presente na vida dela e vai embora. E ela sofre, sofre como se houvesse retirado algo, e foi, o seu amor a deixou e quebrou o seu sonho tão real e só ele não entendeu. Nesse momento ela, sempre sonhando, continua a sua ida sem ele e concebe forças que não entende, mas ganha e decide resistir... Sempre sonhe comigo foi o que ela dizia para o seu amor; hoje ela diz para si o contrário: sempre sonhe comigo esquecendo-se de mim, um novo dia está por vir e eu não estarei aqui, para pedir novamente... Deixe-me e irei ao encontro do sonho que sempre sonhei.

Set me free

This life could be so easy, but action each person not so good… I being stranger for all things, do not understand my reason that need to awake ever the past explain everything about deep silence or nothing of my mind. I cannot realize the love forever, I tried daring dreams, without my soul I’m nothing; feel good senses create parallel world for the trust… While alive, be continued with greed alone or with somebody… I trust in You, I unlike all, I hate it, I love all. To do dead my dark things to put end the body, so close. So far… Run away, far away; come on with me, I not scary, I’m lovely and loneliness. Help me anybody! Father, help me!